domingo, 22 de novembro de 2009

Findo


Estou perdida. Perdida de tudo e de mim mesma.

Olho para dentro e vejo um vazio.Um vazio sem aspecto algum.
Olho para fora vejo a vida correr sem mim.
Me descontrolo, me desespero, tento entrar de novo em minha própria vida mas é em vão.Estou só. Estou triste

Estou triste por que me afasto da minha vida e dos meus amores sem vontade. Estou triste por que não consigo lutar para ficar.
Me desculpem meus amores se os magoou, mas isto já fugiu do me controle, desculpem-me pela fraqueza covarde.

sábado, 12 de setembro de 2009

Decadence

E se eu saísse correndo pela AV. Afonso Pena sem rumo, chegar ao parque das Mangabeiras pular a cerca e me perder por lá, seria uma boa ideia de fuga?

Por que não seria? Me perder em meio aos bichos, aranhas, cobras, galinhas  ( sim, lá tem galinhas) e guaxinins.

Preciso fugir da rotina que eu própria criei me contrariando, claro, porque sempre odiei rotina, mas contrariada acabei me condicionando numa.

Que merda, to cansada. Cansei, cansei e cansei.

Durmo, pergunta se eu descanso? Neeca, me canso mais.

Pareço mais uma velha (nova) rabugenta que vive monologando suas queixas e problemas. Problemas esses  se resumem em um, o fato de não conseguir me aturar.

Pena que não há como fugir de mim mesmo.

domingo, 21 de junho de 2009

Desvio


Estava em um corredor infindo, pouco iluminado com um ar perturbador cheio de portas . Estava perdida, só sabia que deveria seguir em frente. Foi o que fizeste a vida toda, seguir adentro daquele longo corredor, sem saber em qual porta parar e abrir.
Já havia aberto e fechado muitas portas, algumas vezes elas se fechavam.
Neste momento, havia uma porta escancarada em frente de sua porta mais temida, a que te estagnou. Ela era sedutora, misteriosa. Essas são as piores portas, as perigosas e mais encantadoras.
Entrara nela consciente de todas as consequências, e isso deixava aventura mais gostosa.O comodo era escuro, mas convidativo. Fora entrando e entrando cada vez mais, sem deixar de olhar as vezes para trás, espiando a temida porta.

Quando menos se esperava, a outra porta se abrira,o comodo estava claro e passara aquela mesma tranquilidade e sentido de antes de se fechar brutalmente em sua face.O sentido que te preenchia voltara de braços abertos.Mas a porta do comodo escuro onde você estava já estava se fechando, te prendendo. Se viu perdida, confusa e apática. Não sabia se deixava ser seduzida pela insegurança que o comodo escuro te passava ou se superava o medo e voltava para o sua tranquilidade e sentido.
O medo quase não deixara voltar à tranquilidade, mas este foi superado aos poucos.

No fundo sentia uma falsa segurança de ter outra opção caso a primeira fracassasse, mas isto fez com que o passo da direção correta diminuísse. Continuou com a velha mania de olhar para trás, até por os dois pés no comodo claro não deixara de olhar pra trás.
Gostava da sensação de saber que a outra porta estava lá aberta te esperando. Gostava de saber que não fora a única seduzida no trajeto.
Gostara de confirmar dentro de si que superara o medo e fora forte o bastante para resistir o desvio.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sentido

Lembro-me de quando era pequena e ia naqueles encontros familiares, tios,tias e primos me sufocando entre apertões e comentários típicos. Me refugiava no parquinho onde os pequenos se encontravam,tinha um em especial que não era de ir lá, mas quando ia me chamava atenção e  me intimidava, não entendia o por que.

Alguns anos se passaram. Eu acompanhava minha mãe em suas reuniões do clube da Luluzinha onde também, o pequeno intimidador(que já não era nenhum pouco pequeno, mas continuava intimidador) também ia com sua mãe. Quando estávamos perto, sentia minhas pernas bambearem, minhas mãos suarem e uma euforia dentro do meu peito crescer. Aquele olhar que me observava, me  incomodava. O engraçado era que quando conversávamos não me sentia mais intimidada, me sentia tranquila, a vontade, uma confiança aparentemente sem motivo. Detalhes que eu ignorava, ou tentava. A parte daí, eu comecei a perceber e alimentar um sentimento que nem sabia qual era ao certo. Passei a adorar a ir em reuniões familiares,pois sabia que ele estaria lá, sentia borboletas no meu estomago.

Um sentimento reprimido e indefinido, até o fim de um sábado de primavera. Clima fresco, brisa gélida, céu nublado porém claro, um lugar peculiar e um beijo rápido mas intenso. O sentimento reprimido veio a tona sem definição, misturado com pouca experiência para definir ao certo quaisquer sentimento. Depois veio o jogo. Jogo de orgulho, enrolações e desencontros. A confiança já nascida se perdera, nascendo desilusões, feridas, calos , amadurecimento e por fim os entendimentos.

Perdemos  o medo de encarar nossos sentimentos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Hurt


Acordo todos os dias com a mesma sensação de angústia no peito, uma dor chata e maçante.
Essa dor é a falta. Falta de duas partes de mim que estão distantes e ao mesmo tempo próximas.
Eu as vejo aqui, mas não sinto toque, parecem fantasmas.
Tento agarra-las para traze-las mais perto de mim possível.Mas é em vão, não consigo, meus braços atravessam,sinto uma gélida brisa e só. Meu coração se contraí e chora, chora em silencio e sem descanso.Mesmo assim insisto.
Tento preencher essa falta com coisas, coisas que me ligam ao que realmente falta. Essas coisas me trazem lembranças boas de que antes não faltava.
Quando conseguir agarra-las de novo, penso em não solta-las mais, e aproveitar cada segundinho delas perto de mim.
Espero um dia poder acabar com está dor de vez.

terça-feira, 3 de março de 2009

Ops, sexo?!


Yes, I go to talk about sex.

"I wanna sex,only sex, no love."

Uh, socio-culturalmente falando essa frase é um direito só dos homens.The men can say this, but the women can't . Mas isso não diz que mulheres não pensem assim, por que pensam, são humanas não santas. Bom, mas se você menina, moça, mulher ou que for, admitir isso é complicado, se for prepare-se para as caras e frases de desaprovação. Prepare-se para virar alvo das benditas línguas sem pecado.

"Sexo tem que ser só com amor e não só por desejo.Ridículo senão for." (Oh, e quem te disse que não tem amor no ato que você deseja?!) Bom, frase tipicamente profanada por bocas pseudo-puritanas. Ah, sim Pseudo-puritanas, essas fingem que amam para transar.Grande merda, ser falsa para ter prazer, será que essas tem pseudo-orgasmos?!

Não questiono e nem discordo quem só faz sexo com amor por que acha melhor, até concordo sexo com amor é bem melhor,e nem precisa de fato consumado para se ter prazer, o corpo é seu use-o como desejar.Questiono pessoas que se fazem de puritanas e julgam as pessoas que tem atos distintos e que no fundo sentem inveja destas por terem coragem de fazer algo que elas não tem, ou simplesmente fazem o que querem sem se importar com boatos.
Também não sou a favor de sair dando pra qualquer um aí, apenas para dar.Não, não precisa amar, mas penso que tem que rolar aquele desejo gosto, uma "paixão".Não seja tão instintivo e nem sentimental, equilibre-se! E claro, tenha consciência de seus ato e em suas consequências para não ficar se lamentando depois. Se fez, tá feito.
Ouço pessoas falando "Ah,que horror, que falta de valor." as vezes não é preciso nem metade disso para não ter valor, basta não ter um fundamento e amor próprio o famoso "Fazer por fazer, ah, não to fazendo nada mesmo.Let's go!" isso serve para qualquer ato. E quem um dia não fez quaisquer coisa que for só por fazer, pena, não sentiu o gosto nojento e doce de se sentir estúpido.

nota¹: Texto postado com Like a virgin( Madonna) de fundo.

domingo, 1 de março de 2009

Momento

"(...) O que desatou num só momento não cabe no infinito,e é fuga e vento."
(Carlos Drummond, Instante)

Ouvi e vivenciei o momento que mais desejei, quando já tinha perdido toda a minha esperança, quando já tinha deixado de desejar, quando eu já estava conseguindo matar todo sentimento com a minha indiferença.

E naquele momento que eu menos esperava em acontecer nas atuais circunstancias, tudo que eu havia guardado dentro da caixinha mais escondida  em mim,saíram numa explosão silenciosa e inofensiva. Naquele momento foi quase imperceptível para mim. A ficha demorou a cair.

Temi não perceber os detalhes significantes, temi não dar valor a tal momento, temi não aproveita-lo como deveria.

Mas quando finalmente minha ficha caiu, percebi que minha indiferença não estava matando aquele sentimento aos poucos, e sim amadurecendo-o.

E isso me assustou,  o amadurecimento tinha matado a paixão e tinha deixado a mágoa intacta. E essa eu tive que remove-la para conseguir me entregar novamente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Temor

 

Costumava ouvir pessoas próximas dizerem que eu tenho medo de ser feliz. Não concordava com isso de nenhuma forma, hoje noto em algumas atitudes que, eles não estavam de tudo errados.

Não diria que temo a felicidade, mas sim, temo a insegurança, e muitas vezes, por esse medo, posso deixar a felicidade passar a minha janela e nem se quer dar um tchau.

As vezes temo a insegurança que as pessoas podem me proporcionar, e não as minhas, por que delas eu resolvo, pois só dependem de mim, mas as dos outros não. Me vejo como uma pessoa bastante individualista e que odeia ser dependente e que trava quando algo seu pode se torna dependente de algo.

Nessas minhas atitudes individualistas, privações, eu perco a chance de simplesmente viver e aproveitar a alegria das situações e aproveitar a “felicidade”.

Então digo, não temo ser feliz, e sim as vezes posso me privar da minha própria felicidade.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Conveniência

 2646166-lgCreio que todos nós, ou pelo menos a maioria de nós possuímos um senso critico das situações, por mais que algumas pessoas finjam não ter e sejam completamente sem noção acredito que no fundo elas tem.

A questão é, não usamos esse nosso senso quando mais precisamos, deixamos ele na gaveta junto com a nossa intuição, por pura conveniência, por que no momento ali, é mais fácil e confortável, no fundo somos uns medrosos nos deixamos nosso medo dominarmos de uma forma em que acabamos criando um mundo mentiroso uma realidade platônica das coisas.

Tem gente que prefere ser feliz enganado pela “verdade conveniente” do que tentar ser feliz na dura realidade. O preço que se paga é uma colossal queda quando essa “verdade conveniente” acaba, uma queda que nos destrói, ou ajuda acabar de nos destruir, por que viver em mentiras nos corrói aos poucos, e quando acaba, vemos o quanto estamos destruídos e desiludidos.

O que adianta tapar os olhos pra sua realidade por pouco tempo sabendo que mais cedo ou mais tarde você terá que encara-la de frente sem rodeios.

Por que então não somos práticos e a encaramos a partir do momento em que nós começamos a conhece-la?

Prefiro tentar viver encarando a realidade, do que viver envolta de “verdades convenientes”, prefiro viver na guerra e ter momentos de “paz”, do que viver em paz temendo o momento em que ela vai acabar.

A paz me oprime, me amedronta. Paz pra mim,parece ser apenas uma aparência que oculta o inferno.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Freio perdido


Hoje eu acordei e me dei conta de que sai da minha tangente.
Segui o fluxo, contra minha rota por pura fraqueza de temer em ser fraca.
Esse medo me fez perder o que me mantinha a minha rota certa, me fez perder o freio. Acelerei por sentir tédio.

Nada mais eu tinha para perder se já tinha me perdido.

Fui fraca em deixar o medo me dominar por nunca errar ou cair. Fui fraca em ter seguido até hoje minha vida assim, tentando sempre acertar e me manter de pé sem me dar uma única oportunidade se quer de cair ou apenas chorar para pedir ajuda a quem for.

Chegou um ponto que isso consumiu todos os meus pudores e princípios, minhas fraquezas me dominaram junto com o medo. E ao invés de apenas cair com um tropeção qualquer, me vi dentro de um buraco no meio da estrada quase indo pela ribanceira até cair no abismo.
Me perdi dentro do meu labirinto,e nem tinha vontade de me encontrar. A solidão me consumiu.
Estava afundada na solidão acompanhada por coisas que me davam uma falsa sensação alívio.